segunda-feira, 25 de junho de 2007

Dias de Paixão e Liberdade


Sem querer fazer qualquer juízo de valor em verdade vos digo:

A única forma de evitar as infecções sexualmente transmissíveis é não ter comportamentos de risco. Ter COMPORTAMENTO DE RISCO é relacionar-se sexualmente com alguém sem estar protegido, sem usar preservativo.
Teoricamente não existem grupos de risco mas sim comportamentos de risco. Existem grupos que por frequentemente utilizarem comportamentos de risco estão mais expostos.
Ter ou não ter um comportamento de risco é uma decisão única e exclusivamente individual. Sempre que se tem que tomar essa decisão dever-se-á pensar nos prós e nos contras e saber se vale a pena arriscar. Mas fique a saber que basta uma relação não protegida com uma pessoa infectada (que é igual a qualquer outra pessoa, sem nenhum rótulo na testa) para eventualmente ser contaminado.
Vários estudos realizados em Portugal sobre esta matéria, mostram que as infecções sexualmente transmissíveis (HIV, Hepatite B e C, etc.) estão a aumentar principalmente entre os heterossexuais, com relações ditas estáveis de meia-idade (40-50 anos) ou mais velhos.
Se a decisão é única e exclusivamente individual ela torna-se particularmente relevante quando assumida dentro de uma dita relação estável em que a ocultação de comportamentos de risco pode por em perigo a vida de terceiros.


Por isso façam sexo com quem quiserem, como e quando quiserem mas façam-O de uma forma SEGURA.

USE PRESERVATIVO

sábado, 9 de junho de 2007

Há mar e mar, há ir e voltar....


Já cheira a Férias, Praia e Sol…

Quem toma medicamentos, principalmente para doenças crónicas, em que a medicação entra na rotina do dia a dia, não se lembra de associar algumas possíveis reacções adversas, á interacção entre os medicamentos e a radiação solar.

Designa-se por fotossensibilidade, á reacção adversa cutânea que se apresenta como resposta á interacção dos raios solares com substâncias fotossensibilizantes que se encontram á superfície da pele. Existem factores individuais, formulações e condições de exposição á radiação solar que predispõem ao desencadear da reacção.

Chama-se atenção para o facto das vias de administração das substâncias não se restringirem á aplicação tópica (sobre a pele), mas sim a todas as vias de administração, já que depois de chegarem á corrente sanguínea os fármacos espalham-se por todo o corpo.

Dependendo do mecanismo de acção envolvido podemos ter reacções:

Fototóxicas – caracterizam-se por eritema, dor, sensação de queimadura, lesões tecidulares. São geralmente reacções dose-dependentes (quanto maior a quantidade de fármaco/sol maior a lesão) e se pararmos a medicação e/ou exposição solar desaparece.

Fotoalergicas – são menos comuns, geralmente requerem uma exposição prévia ou prolongada ao composto fotossensibilizante, manifestando-se por rash, prurido intenso que pode mesmo persistir após retirarmos agente causador.

Por isso se faz medicação habitual redobre a protecção, siga com mais cuidado as normas de segurança de exposição solar. Não se exponha ao sol entre 12h-16h.

Eis alguns fármacos em relação aos quais há descrição de reacções de fotossensibilidade:
alprazolam (benzodiazepina); ciprofloxacina e outras quinolonas, sulfonamidas, tetraciclinas (antibacterianos); ac. valpróico, carbamazepina (antiepilépticos) ; diltiazem, nicardipina, captopril (antihipertensores); amitriptilina, doxepina (antidepressivos triciclicos).

Se tem dúvidas pergunte ao seu farmacêutico.